As pessoas andam de um lugar para o outro, procurando por milagres. Elas se sentem feias, tristes, doentes, com fome, sentindo ausência de algo diferente, algo extraordinário... Assim, sob o efeito dessas necessidades, elas vão ao esteticista, ao terapeuta, ao curandeiro, ao milagreiro... Elas vão a qualquer um que possa fazer algum tipo de milagre. As pessoas adoram aquilo que impressiona! Elas gostam principalmente daquilo que as “beneficiam!”
Mas do que adianta os milagres, se após recebê-los as pessoas continuam vivendo essencialmente da mesma forma? Os milagres de fato trazem uma mudança exterior, mas será que eles são capazes de provocarem uma mudança no interior?
Observe: Uma pessoa doente, antes de adoecer, ela tinha um pleno convívio social. Então por ocasião da doença, ela passa a ser evitada, rejeitada..., ela está muito limitada! Daí, as pessoas não querem mais estar com ela – elas têm medo do contágio. Então, inevitavelmente a pessoa doente sente-se desprezada, e aí vem outra dor – a dor da dor! Essa pessoa doente, antes tinha uma vida “normal”, estava em pleno contato social. Mas esse contato social também era doentio, havia brigas, competições, palavrões, desonestidades, todo tipo de malignidade – mas essa era a vida normal que o doente considerava.
A pessoa doente quer a cura, ela quer ter uma vida “normal!” Mas será que isso de fato é o milagre que ela precisa para ser feliz? Para ter paz? Para gozar de alegria?
O verdadeiro milagre não é aquele que acontece na exterioridade, e sim aquele que acontece na interioridade.
















