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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

NÃO HÁ SOFRIMENTO NA REALIDADE

O que faço para me livrar do sofrimento?

Você não saberia o que é sofrimento se não fosse suas idéias, suas comparações, seus julgamentos e sonhos...

Se você tem uma idéia de como as coisas deveriam ser, certamente você sofre. As coisas são sempre como elas são, e não como você quer.

Se você vive fazendo comparações, então você estará em constante sofrimento. Porque tem sempre alguém “mais lindo”, “mais inteligente”, “mais bem sucedido”...

Se você julgar, sentir-se-á injustiçado, e isso será seu sofrimento. Ninguém nunca acha que tem o que merece...

Lembre-se: A vida não é um sonho, e quem sonha, uma hora terá que acordar.

Olhe para a natureza, ela não questiona: “por que sou assim...?” Ela simplesmente é o que é. Daí a sua beleza, seu silêncio, sua dança e sua celebração.

Penetre na aceitação e você se livrará do sofrimento e da aflição.

   

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O CAUSADOR DO TEU SOFRIMENTO

O causador do teu sofrimento não é o outro. O causador do teu sofrimento é teu “eu”! Se tu não tivesses dito: “’eu’ sou bonito”; quem te faria sofrer ao dizer-te: “tu és feio”?

Observe! Sem o “eu”, quem seria ofendido? Sem o “eu”, quem estaria lá para sofrer?

   

quarta-feira, 30 de março de 2011

A EXPERIÊNCIA QUE ESTÁ ALÉM...


Estamos sempre diante de fenômenos. A maioria se faz perceber pelos nossos sentidos. Tomemos o exemplo do fogo. Quando o fogo está queimando a madeira, percebemos a claridade, os olhos estão em atividade; percebemos o calor, o tato está em atividade; percebemos o cheiro, o olfato está em atividade; percebemos o som das chamas consumindo a madeira, a audição está em atividade. Deveria estar acontecendo apenas isso, mas não! Deveria haver apenas o objeto e o seu observador. Mas não é só isso...

O cego pode perceber parte desse fenômeno, ele pode sentir o calor, o cheiro, o barulho... Mas ele não pode ver a imagem, não pode ter a experiência da imagem, então alguém diz: “você está perdendo, deixando de ver o espetáculo, as cores lindas que tem o fogo” – e isso o faz sentir-se incompleto. Uma outra percepção tem o surdo, ele pode ver o clarão, o cheiro, o calor, mas permanecerá alheio a experiência do som que ali está.

Quando um fenômeno está se desenrolando, algumas coisas podem ser percebidas e outras podem ser perdidas. Além do fenômeno, não são só os sentidos que estão funcionando! Está ativo o prazer ou o incomodo, porque há o que acha bonito; o que acha feio. Há o que sente atração e há o que sente repulsão. Há o desejo; há a rejeição. Há o que pode ver e o que deseja ver e não pode...

O cego não pode sentir prazer na imagem, ele está impedido de vê-la. Igualmente, o surdo não pode ter prazer no som, o som está separado dele. Nada disso seria ruim se fosse encarado como um fato. Mas como a coisa é encarada como um problema, então surge o sofrimento. Assim, diante dos fenômenos há sofrimento, por falta de discernimento, entendimento.

Edson Carmo