quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A BELEZA DA VIDA ESTÁ NA ARTE DE SABER REUNIR AS COISAS PEQUENAS


A bem-aventurança não pode ser alcançada diretamente, ela é a conseqüência da existência do bem-aventurado – alguém que vive a vida com sabedoria. O amor não pode ser alcançado, sem que antes o amado seja descoberto. Se juntares flor e flor, terás um lindo buquê. Coloque tijolo sobre tijolo e você terá uma casa. De gota em gota é que se enche uma jarra com água para então saciar a sede. A vida é feita de ciosas pequenas, essas que juntas fazem o todo. O grande não é diretamente, ele precisa de partes para se erguer. Em todos os lugares do mundo, cada pessoa está desejando ser feliz. As pessoas estão buscando algo extraordinário, algo que elas criaram em suas imaginações. Mas veja o que acontecem quando elas conseguem! Quando conseguem tudo o que imaginaram se mostra comum. Tudo na vida é comum, tudo na vida é simples. A beleza da vida está na arte de saber reunir as coisas pequenas, e com elas edificar a grandeza.

Edson Carmo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O MUNDO EXTERIOR NÃO ESTÁ SEPARADO DO MUNDO INTERIOR


No dia-a-dia temos muitos encontros: encontro com pessoas, com animais, com objetos, com fenômenos da natureza, com conhecimentos – textos em diversos conteúdos. No mundo exterior, temos encontro com dificuldades, com presentes, prazeres, dores... Mas observe, tudo que experimentamos no exterior, leva-nos a uma experiência interior. Quando praticamos atos de amor, então passamos a conhecer o amante que há em nós. Quando corremos em fuga de alguma coisa, então conhecemos o medroso, o covarde que dentro de nós está. Através da dor, conhecemos o sofredor. Através da beleza, conhecemos o apreciador e assim por diante! Perceba: é através da experiência exterior que conhecemos o ser interior. Mas o que tudo isso deve nos ensinar? Qual a serventia do encontro? O encontro deve nos ensinar o que devemos acolher e o que devemos perder. O amante deve ser acolhido, aprendido. O medroso deve ser esquecido, perdido. Escolhamos o melhor em nós, aprendamos dele – sejamos ele.

Edson Carmo

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

QUE VENHA 2011!


A vida não tem objetivo algum, a vida é a energia onde todas as coisas vivas estão conectadas e acontecendo. Conectado na energia elétrica, o ferro de engomar engoma, a televisão projeta imagens, o rádio transmite voz, a lâmpada ilumina... E nós? O que podemos fazer conectados nesta energia que chamamos de vida?

As pessoas, por hábito, dizem as outras: “Feliz ano novo! Feliz 2011!” Mas o ano é apenas um nome, uma combinação numérica. Quem pode ser novo? Quem pode fazer coisas novas? Quem pode ser feliz? Quem pode realizar tudo isso? O ano ou nós?

Sob a idéia do fazer, nós fazemos muitas coisas: realizamos trabalhos, conseguimos casa, carro, roupas... O ano de 2010 foi apenas a oficina, o espaço onde pudemos realizar tudo isso. Mas o que você construiu? O que você fez? Será que foram coisas em benefício da coletividade, ou apenas em benefício próprio?

Estamos fazendo alguma coisa duradoura, ou apenas passageira? Estamos construindo coisas no mundo material, e também no mundo espiritual?

Que no espaço do ano vindouro, acima do fazer, possamos ser. Ser uma expressão de amor, alegria, paz. Que possamos exalar sabedoria! Nos entreguemos também as coisas que duram para sempre. As coisas materiais um dia passam, elas se acabam. Mas as coisas espirituais que fazemos, elas são eternas, duram para sempre.

Em 2011 faça todo o bem que estiver em seu alcance. Meu desejo é que você seja bem sucedido, bem sucedida.

Edson Carmo

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DOIS TIPOS DE PODER


As autoridades protegem as leis, porque as leis protegem as autoridades. Veja, as autoridades estão em todas as civilizações, sempre em pequenos números. Mas ainda assim, conduzem as mais imensas multidões.

Como uma autoridade poderia conduzir uma vasta multidão, sem a ajuda da lei que lhe dá proteção? A multidão é mais forte, pode fazer mais que a autoridade; a multidão poderia esmagar suas autoridades facilmente – mas por que a multidão se submete a autoridade?

Observe! No mundo há dois poderes que exercem domínio sobre as pessoas: um é o poder que atua por meio da espontaneidade, e o outro é o poder que atua por meio da obrigatoriedade. A espontaneidade é oriunda do amor, e a obrigatoriedade é oriunda do medo – dois fenômenos completamente opostos.

O que move as pessoas por meio da espontaneidade, o faz, sem precisar de proteção – as pessoas o seguem com satisfação. O que move as pessoas por meio da obrigação, esse sim, precisa de proteção, posto que está usando imposição e provocando oposição.

As pessoas estão fazendo algo para você, motivados pelo o que? Pelo amor ou pelo medo?

Edson Carmo

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

TRANSFORMARAM O NATAL NUMA TRADIÇÃO!


A palavra tradição – no inglês tradition – vem da mesma raiz das palavras inglesas, trade(Comercio) e traitor(traidor). É isso que é uma tradição: Comércio e Traição.

Olhe, perceba o que fizeram do Natal! Fizeram dele uma traição ao real motivo do nascimento de Cristo e, um comércio de presentes hipócritas e compensativos.

Natal não é uma tradição, é uma libertação. Não é uma comercialização, mas uma doação. Não é uma traição, mas uma fidelização.

Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna – e não apenas um só dia do ano: 25 de dezembro!

Desejo a todos, amor, alegria e paz, todos os dias das vossas vidas.

Veja em vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=5fbrdU7omIQ

Edson Carmo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A MENTE QUE CONTAMINA O HOMEM...


MATEUS 15:11

Introdução:

Os cinco sentidos existem e a mente é a coordenadora dos cinco. Quando você olha para mim e me ouve, ouve-me com os seus ouvidos e vê-me com os seus olhos. Mas, os olhos nunca vêem e os ouvidos nunca ouvem.

A mente é quem da significado as informações. A mente faz interpretação da informação recebida através da visão e da audição e apresenta a sua conclusão própria.

Andamento:

01 - Jesus disse:

- "Não é o que entra na tua boca que te envenena, o que te envenena é o que dela sai."

Se você é uma flor de lótus, nada para si é sujo. Se tiver a capacidade de ser uma flor de lótus, é porque detém o poder de transformar, o poder da alquimia. Nesse caso, pode permanecer na lama e ainda assim ser uma flor. Mas se não possuir essa capacidade, mesmo que viva mergulhado em ouro só produzirá lama.

O importante não é o que entra em ti. A questão é que, se estiver centrado em Deus, no amor, o que quer que entre em ti será transformado – adquire a qualidade do teu interior e sai.

02 - Foi-lhe dado veneno, mas o que dele brotou foi o amor. Esta é a alquimia.

Jesus quis dizer:

- "Não é o que entra na tua boca que te envenena – mesmo o veneno pode não te envenenar – o que te envenena é o que dela sai."

Tome consciência da forma como transforma as coisas, se alguém o insulta, se o alimenta com um insulto, isso não deverá corrompê-lo.

O que sai de ti nessas circunstâncias?
Como é que transforma esse insulto?
O que sai de ti é amor ou ódio?

03 - Jesus quis dizer:

- "Lembra-te sempre do que sai de ti, e não te preocupes com o que entra."

Se pensarmos continuamente no que entra, nunca conseguiremos desenvolver a capacidade da transformação.

O importante é o que sai de nós, e por isso que devemos ter sempre em mente que temos de transformar o que entra em nós.

Conclusão:

O que entra em nós não pode nos macular, porque o que quer que entre, entra no corpo. No entanto, tudo o que sai de nós vem impregnado da nossa qualidade, daquilo que é de fato o nosso ser.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O AMOR EFÊMERO É FALSO


As pessoas costumam dizer coisas do tipo: “Estou amando”; “Fiz amor ontem”...
O que há de revelador nessas afirmações? Em primeiro lugar, tais afirmações falam de fazer – e o amor quando é feito, ele se torna artificial.

Em segundo lugar, tudo aquilo que fazemos nos pede descanso. Então, quando descansamos, fatalmente temos de ficar algum tempo sem amar, porque o descanso é sempre o contrário da atividade, assim como o dormir é o contrário de estar acordado e o morrer é o contrário de viver.

Ora, o amor não é uma fabricação – ele nem mesmo é uma ação. O amor é um estado de Ser! Assim, um falso amante é sempre aquele que está amando alguém em particular.

Eis um exemplo: Se meu estado de ser é masculino, como posso ser macho para umas pessoas e outras não? Se meu estado de ser é masculino, então sou macho tanto para mulheres, quanto para homens. Não terei escolha, continuarei macho diante do amigo ou do inimigo; do bonito ou do feio; do bom ou do ruim...

Por que as pessoas amam um período e depois passam a odiar? Na verdade o amor nessas pessoas, não é uma qualidade do Ser. Tal amor é apenas um fazer – e fazer não é ser.

Por que o amor para essas pessoas é um esforço? Porque a qualidade do ser dessas pessoas é o desamor. Para um macho continuar sendo macho, ele não terá de fazer nenhum esforço, mas se ele resolver “ser” uma fêmea, então muito esforço terá de ser feito, e ainda assim permanecerá as evidencias da contradição, da falsificação...

Edson Carmo