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sábado, 19 de maio de 2012

NÃO FAÇA NADA; SIMPLESMENTE SEJA!



O sol não está fazendo absolutamente nada – o seu fazer é uma interpretação daqueles que o contempla. O calor do sol é o seu próprio ser, não o seu fazer, mas a vontade de quem o criou, a saber, O Divino.

Assim, estou tomando à frese: “Não faça nada; simplesmente seja!” Como uma maneira de dizer que o que você é não te cansa; não te faz dizer algo do tipo: “estou aqui, mas gostaria de estar em casa”. Ser é plenitude em seu estado de presença no aqui/agora; é gozo; é contentamento; é não esforço...

Observe sua respiração! Ela está acontecendo em seu corpo há muitos anos. Ela nunca cansou, nunca tirou férias, nunca deixou de ser como é. E não importa se você esteve dormindo ou está acordado. Não importa se você está trabalhando ou de folga. A respiração é o que é.

Não é certo você dizer que está respirando: inalando e exalando o ar. A coisa simplesmente está acontecendo em você por vontade de Deus.

A vontade do Criador é seu verdadeiro Ser. Os seus desejos são manifestações do Ego. E o Ego cansa, mas o Ser é revigorante.

   

quinta-feira, 10 de março de 2011

A DIFERENÇA ENTRE A ALEGRIA E O MOMENTO ALEGRE


Cada pessoa pode alegrar-se por duas vias. Há a alegria, e há o reflexo da alegria. A alegria-reflexo, é aquela que é percebida através de algo que funciona como um espelho. A alegria autentica, é aquela que só pode ser percebida diretamente, ela não é possível por meio de intermediários. Esses são dois níveis diferentes: um é o nível superior, e o outro é o nível inferior.

No nível mais baixo, a alegria é dependente. No nível mais alto, a alegria é independente. No nível mais baixo, o ser goza alegria ao ver seu reflexo no espelho, que nada mais é que seu relacionamento com os outros. No nível mais alto, o ser goza alegria ao estar consigo mesmo. Por esse motivo, no nível inferior a alegria acontece num momento. Mas no nível superior ela é permanente.

Para sentir alegria permanente, temos que encontrar o ser. E como podemos encontrá-lo? Bem, através das outras pessoas, encontramos apenas o seu reflexo. Mas através da auto-inquirição, podemos encontrá-lo e saber como ele é. O ser é pura alegria! Assim, quando a alegria depende dos outros, ela é passageira – porque ninguém pode estar conosco a vida inteira; ninguém fica em frente de um espelho a vida inteira. Quando a alegria é oriunda do encontro direto com o ser, então ela é permanente, porque ele está sempre conosco. Saber disso é uma questão de descoberta, então descubra isso, a alegria será a conseqüência perene.

Edson Carmo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

UM IMPOSTOR CHAMADO EGO


O Ego é um impostor. Ele, através do pensamento, apresenta-se como sendo o Ser. É assim, que ele, de forma habilidosa, consegue enganar nosso corpo.

Nosso corpo é inteligente, ele responder prontamente a todas as situações reais da vida. Assim, se há necessidade de energia, então o corpo desenvolve a fome, e ele mesmo, através dos olhos, do nariz, dos pés, das mãos..., vai em busca da comida. Se há um perigo presente, ele, o corpo, ativa imediatamente seus mecanismos de defesa. Mas esses são apenas dois, dos muitos exemplos que podemos dar!

Mesmo sendo inteligente, o corpo não consegue diferenciar – muitas das vezes – uma situação real de um pensamento. Assim, diante do pensamento, ele encara e reage como se fosse uma coisa real. Se surgir um pensamento dizendo: “eu sou feio”, então o corpo se sente rejeitado e descriminado. Se surgir um pensamento dizendo: “eu não sou capaz”, então o corpo entende aquilo como incapacidade, e aí ele evita os desafios mais fáceis, se esconde deles, e ainda passa a ter medo.

Ego é a identificação com o pensamento daquilo que parece ser, mas que na verdade não é. Ego é a identificação com a superficialidade, com materialidade – que pela própria natureza é morta! Como você pode ser material? Você não é o que você ganhou; você não é o que você tem; você é simplesmente o que você sempre foi; você é o que você é. Lembre-se: você não é material; você é espiritual. Essa é sua natureza, a sua essência.

As pessoas estão pensando serem seus nomes, seus cargos, seus títulos, seus papeis, suas imagens, suas identidades... Essa é a vitória do Ego. Ele conseguiu desconectar as pessoas da realidade e conectá-las a irrealidade. Nada do que você pode “ser” é real. O que você sempre foi, é a única realidade. O nome pode ser trocado, o cargo pode ser perdido, o título pode ser tomado, o papel como o de pai, o de mãe podem desaparecer com a morte do filho. A imagem é transitória, nada disso é para sempre – só você é.

Entenda o que você é, conhece a ti mesmo, negue o Ego. Então, pela primeira vez a vida surgirá para ti. Conhecerás a Beatitude, a Bem-aventurança, a Paz e o Gozo Eterno.

Por viver em uma sociedade egóica, você pode até representar os papéis, mas saiba quem você é. Assim você jamais se identificará com a irrealidade.

Edson Carmo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

RELACIONAMENTOS PURAMENTE HUMANOS



Veja o que ocorre na maioria dos relacionamentos: geralmente o que uma pessoa pensa ser, é o que está se encontrando com o que ela acha que a outra pessoa é. O contrário também é verdadeiro! Perceba, dificilmente há relacionamento com o Ser. Geralmente há relacionamento apenas com a parte humana.

O filho encontra-se com a mãe. Quem é a mãe? A mãe é a mulher que o dá de comer, de beber; aquela que o possibilita viver... O que é a mãe? Nesse sentido, mãe é um papel! O que ela faz? Desempenha uma função! Assim, o filho está se relacionando com o papel de mãe, com as funções da mãe; e a mãe, se relacionando com o papel de filho e com as funções do filho.

No entanto há o ser, esse que fica desconhecido, esse que não tem papel e nem função social. O humano é a forma, o ser é sem forma. É por isso que não há relacionamento com o ser, porque ele, não dá para a gente ver.

Na dimensão humana, mãe e filho são diferentes. A mãe é maior, o filho é menor. A mãe é mais forte, o filho mais fraco. A mãe e mais velha, o filho é mais novo. A mãe tem poder, o filho não tem querer... Nessa dimensão não existe igualdade, só desigualdade. No campo humano há muitas diferenças, e são essas diferenças que estão se relacionando – daí todo o conflito!

Mas no ser, somos todos iguais. Somente além da forma, além do humano, no ser, somos iguais. E somente além da forma podemos ter relacionamentos de verdade e encontrar o amor verdadeiro.

Quando encontrar com qualquer pessoa, por um momento esqueça os papeis as funções, o humano. Olhe para o ser, você irá perceber que ela é semelhante a você. Então, pela primeira vez, você verá a igualdade, e com isso a amará de verdade.

O filho, primordialmente não busca o papel de mãe, as funções de mãe. Ele quer o seu ser, o ambiente onde ambos são iguais, onde não há desigualdade, conflito...

No dia em que o homem aprender a relacionar-se com o ser, algo divino irá acontecer.

Edson Carmo

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DIVORCIANDO-SE DO SER E CASANDO COM A PERSONALIDADE


Existe o ser. Porém esse ser é invisível – é espírito. E para que esse espírito se manifeste no mundo visível, ele se utiliza do corpo físico.

O corpo físico, para viver e se relacionar com o mundo visível, desenvolveu a mente. Essa mente, deveria ser apenas um instrumento, para que esse corpo – manifestação do ser – pudesse viver, conviver e compartilhar no mundo visível.

Porém, com o acumulo das experiências do corpo físico, a mente formata o seu ego – a sua personalidade! O que é essa personalidade? São as crenças que acumulamos desde criança, essa do tipo: “você é mal comportado”, “você é bem comportado”, “você é bonito”, “você é feio”, “você é branco”, “você é negro”, “você é o cara...” É a partir destes ensinamentos que a personalidade é formatada e o corpo físico começa a perder o contato com o ser – porque ele fica dentro de uma fôrma definida, uma prisão, uma separação.

O fim da ligação do corpo físico com o ser é o ego. O começo do apego do corpo físico com a materialidade é o ego.

A separação do corpo com o ser é a origem de todo medo e sofrimento – ego é medo e sofrimento! A separação faz com que o corpo tenha contato apenas com as coisas que ele conhece – o que podemos chamar de passado: “o que eu fiz”, “o que eu não fiz”, “o que me aconteceu”, “o que eu senti”, “o que eu vou fazer?”, “o que eu não vou puder fazer?”, “o que será de mim?”... No momento em que o corpo apega-se ao passado, ele também projeto o futuro. É isso que faz com que ele não vida mais o agora, a vida e se desconecte do espírito, do seu ser.

Assim, tornar-se uma pessoa, uma personalidade, é perder-se do ser, da realidade, da verdade.

Edson Carmo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O MUNDO EXTERIOR NÃO ESTÁ SEPARADO DO MUNDO INTERIOR


No dia-a-dia temos muitos encontros: encontro com pessoas, com animais, com objetos, com fenômenos da natureza, com conhecimentos – textos em diversos conteúdos. No mundo exterior, temos encontro com dificuldades, com presentes, prazeres, dores... Mas observe, tudo que experimentamos no exterior, leva-nos a uma experiência interior. Quando praticamos atos de amor, então passamos a conhecer o amante que há em nós. Quando corremos em fuga de alguma coisa, então conhecemos o medroso, o covarde que dentro de nós está. Através da dor, conhecemos o sofredor. Através da beleza, conhecemos o apreciador e assim por diante! Perceba: é através da experiência exterior que conhecemos o ser interior. Mas o que tudo isso deve nos ensinar? Qual a serventia do encontro? O encontro deve nos ensinar o que devemos acolher e o que devemos perder. O amante deve ser acolhido, aprendido. O medroso deve ser esquecido, perdido. Escolhamos o melhor em nós, aprendamos dele – sejamos ele.

Edson Carmo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A DIFERENÇA ENTRE O STATUS E ESTADO DE SER


Existem flores autenticas e flores não-autenticas. A palavra autentico vem da mesma raiz da palavra autoridade. Que autoridade tem uma flor de plástico? Por ventura ela pode produzir o Néctar? Ela pode exalar cheiro? Qual o seu poder para atrair beija-flores e abelhas?

Assim, existem pessoas que se afirmam por meio do status e pessoas que são por causa do seu estado. Status é um título, mas estado é a qualidade do ser.

Perceba, esse mundo oferece muitos títulos, muitos status – e qualquer pessoa pode conseguí-los! Então elas vão até as prateleiras, onde eles estão a disposição, e, escolhem aqueles que elas mais admiram.

Mas eu pergunto: Ser chamado de pai é equivalente a ser pai? Ter um título de líder significa liderar?

Edson Carmo