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segunda-feira, 21 de março de 2011

AUSÊNCIA OU PRESENÇA?


Treva, fraqueza, tristeza... Esses fenômenos são presenças ou ausências? Se você investigar bem direitinho, vai perceber que eles são ausências, e não, presenças.

Eu posso dizer que treva é ausência de luz, mas não posso dizer que a luz é ausência de treva. Porque eu posso chegar com a luz e sair com a luz. Eu posso intensificar a luz e posso diminuir a luz. Eu posso acender a luz e apagá-la. Mas o que eu posso fazer com a treva? Para onde eu Posso levá-la? Eu posso trazê-la para um lugar onde eu queira afastar a luz? É certo que não!

Treva é ausência e não presença. Fraqueza é ausência e não presença. Tristeza é ausência e não presença... Por serem ausências, não existem! Mas por que as pessoas as tratam como se existissem? Ora, essas pessoas foram criadas com fantasias, cresceram acreditando em mentiras. A mentira só “existe” se alguém acreditar, mas a verdade existe mesmo sem ninguém acreditar.

Muitos crêem que o mal é uma presença, mas eu vos digo que ele é uma ausência. Ausência do bem! Ausência de Deus. Deus criou o que existe, não o que não existe. O que não existe é uma ausência e não uma presença.

Portanto o frio não foi criado, ele é apenas a ausência do calor. A trava não foi criada, ela é apenas a ausência da luz. A morte não foi criada, ela é a ausência da vida. A tristeza não foi criada, ela é a ausência da alegria. O mal não foi criado, ele é a ausência do bem... Ausências não foram craiadas, ausências são faltas. Traga o que existe a sua vida e ela estará preenchida por aquilo que foi criado por Deus, por aquilo que veio de Deus. Tudo que foi criado por Deus é bom. Tudo o que Deus não criou, não pode ser bom.

Edson Carmo

quinta-feira, 10 de março de 2011

A DIFERENÇA ENTRE A ALEGRIA E O MOMENTO ALEGRE


Cada pessoa pode alegrar-se por duas vias. Há a alegria, e há o reflexo da alegria. A alegria-reflexo, é aquela que é percebida através de algo que funciona como um espelho. A alegria autentica, é aquela que só pode ser percebida diretamente, ela não é possível por meio de intermediários. Esses são dois níveis diferentes: um é o nível superior, e o outro é o nível inferior.

No nível mais baixo, a alegria é dependente. No nível mais alto, a alegria é independente. No nível mais baixo, o ser goza alegria ao ver seu reflexo no espelho, que nada mais é que seu relacionamento com os outros. No nível mais alto, o ser goza alegria ao estar consigo mesmo. Por esse motivo, no nível inferior a alegria acontece num momento. Mas no nível superior ela é permanente.

Para sentir alegria permanente, temos que encontrar o ser. E como podemos encontrá-lo? Bem, através das outras pessoas, encontramos apenas o seu reflexo. Mas através da auto-inquirição, podemos encontrá-lo e saber como ele é. O ser é pura alegria! Assim, quando a alegria depende dos outros, ela é passageira – porque ninguém pode estar conosco a vida inteira; ninguém fica em frente de um espelho a vida inteira. Quando a alegria é oriunda do encontro direto com o ser, então ela é permanente, porque ele está sempre conosco. Saber disso é uma questão de descoberta, então descubra isso, a alegria será a conseqüência perene.

Edson Carmo