terça-feira, 17 de agosto de 2010

A ORIGEM DO CONHECIMENTO


O conhecimento é o resultado de uma experiência. Conhecimento é o que resta de um encontro. É aquilo que permanece após um contato. Tanto a experiência como o encontro, necessitam de dois: o conhecedor e o conhecido. Então, quando esses dois se encontram, nasce o conhecimento, que no fundo, no fundo não é mais que uma interpretação. Mas o que está sendo encontrando? Será a realidade ou a irrealidade? com que base é feita a interpretação?

O conhecedor é o sujeito; o conhecido é o objeto e; o conhecimento é a informação, a lembrança, a cultura que fica armazenada na memória. Quantas coisas no mundo nós temos conhecido? Quantas delas são reais? Cuidado, alguém está sempre inventando mentiras, e elas estão sendo aceitas por serem “perfeitas” argumentações. Por isso é bom lembrar que nem sempre argumentos são reais, e convencem porque satisfazem.

Vá ao cinema; olhe para a tela. Lá você vê o ator, você vê a flor, a paisagem, a imagem... Então você sorrir, você rir, você chora, você comemora... O que é real? A tela! Porque você só pode tocar nela... Mas ninguém fala dela, ninguém percebe ela... E esse é o nosso conhecimento.

Então a questão é: "se o conhecimento é oriundo da realidade ou da irrealidade"

Edson Carmo

16 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

OI Edson, tudo bem?

É isso mesmo. Conhecer é interpretar. Estamos sempre interpretando a realidade de acordo com nosso olhar.

abraços

jair machado rodrigues disse...

Olá meu bom amigo Edson...mais um post pra nos proporcionar mais e mais reflexões, que é o que se precisa...Percebo hoje, talvez por estar mais velho, ou ouvir mais que falar, mas existe uma ordem que acaba por transformar em necessidade de se interpretar primeiro ou se possível eu dito, e o que digo é lei. Assim é hoje, estamos absolutistas, o que eu quero, o que eu sei, uma prepotência megalomaníaca. Mas é só interpretação do eu acho, e isso na maioria das vezes é irreal, mas a prepotência...Gosto muito do exemplo do cinema, muito pertinente. Acho que era isso que tinha a dizer...
ps. Grande abraço e que a Paz de Deus sempre esteja entre nós

LUmeNA disse...

O conhecimento não é mais do que interpretar, sendo que a partir do momento em que a informação, as lembranças que armazenamos, sejam oriundas de toda a irrealidade, o nosso conhecimento não é olhado com os "olhos da alma". Então, buscar a realidade da causa que é a principal essência das coisas.
Ao vermos simplesmente a tela, a superficialidade do conhecimento, estamos somente a armazenar a experiência, sem o encontro.
O total encontro para que o conhecimento tenha apreensão, em que o olhar seja completo, em que a própria existência seja olhada em todas as partes, olhamos a tela de forma pura.
Não somos somente espectadores dos fenómenos que nos rodeiam, pelo contrário, há um olhar de vem de fora, e que nos captura, como um raio luminoso, essa é a essência, a fascinação.
O mundo que vemos, esse é o conhecimento que somente conhecemos, mas ir à essência primária, esse é o conhecimento puro e é esse conhecimento que deve ser descoberto. Na sua forma real, a verdadeira experiência é aquela que nos dá gozo, nos dá a pura visão do conhecimento.

Abraços,
Lumena

Poseidón disse...

ola,
quien tiene conocimieto y saber , tiene poder!

en français :
L'homme connaît le monde non point par ce qu'il y dérobe mais par ce qu'il y ajoute.

feliz dia
saludos

Edson Carmo disse...

Oi meu querido amigo Eduardo Medeiros! Tudo bem sim!

Espero que as melhores coisas estejam acontecendo com você também!

É isso aí, nosso olhar determina nosso conhecimento. Como olhamos é a diferença.

Obrigado por seu comentário, sua participação.

Abraços do amigo,

Edson Carmo

Edson Carmo disse...

Olá meu querido amigo Jair Machado Rodrigues!

Essa é a idéia, trazer reflexão! E como você é um pensador profundo, gostaria de deixar mais uma ilustração para que você possa aprofundar-se ainda mais naquilo que estou tentando comunicar.

Veja num velório! A única coisa que foi conhecida pelas pessoas que ali estão, continua ali, mas elas estão lamentando a sua partida. Para elas o amigo, o parente partiu, mas é o cadáver quem continua recebendo toda a atenção e emoção. Esse é o conhecimento que as pessoas têm das outras.

Obrigado por seu comentário e participação.

Um grande abraço do amigo,

Edson Carmo

Edson Carmo disse...

Querida amiga LUmeNA,

Conhecimento é sempre algo convencionado, emprestado... Assim, a maioria das pessoas está sempre vendo no padrão determinado; dizendo sempre o que já foi dito...

Obrigado por seu comentário e participação!

Abraços do amigo,

Edson Carmo

Edson Carmo disse...

Olá querido amigo Poseidón!

Eu diria assim: O homem que tem conhecimento, o tem porque tomou de alguém. O homem sábio, não é o que toma, mas aquele faz prosperar sabedoria em alguém.

Obrigado por seu comentário e participação.

Um grande abraço do amigo,

Edson Carmo

Adh2bs disse...

Prezado Edson!
O conhecimento real é aquele - intuitivo e intrinseco - que nasce conosco e nos faz chorar p/ aprender a respirar, mover os lábios p/ mamar... Ou é um comportamento aprendido por imitação, a presunção de saber o que está em cada coisa que vemos?
Grande questão!
Abração,
Adh

Edson Carmo disse...

Adhemar,

O que vem de fábrica, é memória genética, potencial... O que acumulamos a partir dos ensinamentos dos outros, é conhecimento. O que aprendemos por nós mesmos, é sabedoria. Tudo que julgamos a partir do conhecimento é pura presunção, porque as coisas são como são. Assim, a flor nem é bonita, nem feia; nem cheirosa, nem fétida... A flor é apenas uma flor, e até mesmo seu nome é invenção nossa. O único olhar correto é o da Consciência, não o da mente.

Obrigado pelo comentário, pela questão e por sua participação!

Um grande abraço do amigo,

Edson Carmo

Cantinho She disse...

Oie querido! Adorei! Só tem um "probleminha" eu já tenho tendência para filosofar sobre a vida e vc ainda encerra o seu post com essa baita frase filosófica.... mamma mia! Agora tô aqui viajando.... rsrs
Beijo, beijo! ;)
She

Nâna Pessoa disse...

Difícil a questão... Ainda mais se pensarmos que se só o que for real é aquilo que podemos tocar, como saber se alguma idéia é real, ou até mesmo o que sentimos? E ainda, a realidade de um é sempre diferente da realidade do outro. Sempre costumo dizer que ao pintar um azul, ele pode ser anil para mim e azul céu para você ou até mesmo azul oceano para um terceiro. Estamos falando do mesmo azul, mas de visões diferentes.
Pois é meu amigo, o que é real??

abraços,
uma ótima semana!
inteh

Edson Carmo disse...

Querida amiga She,

Espero que essa viagem seja bastante reveladora...

Muito obrigado por tua participação.

Um beijão do amigo,

Edson Carmo

Edson Carmo disse...

Querida amiga Nâna Pessoa,

A realidade não é um nome. Em cada idioma a mesma coisa tem nomes diferentes. A realidade não é um gosto. De pessoa para pessoa, a mesma coisa tem gostos diferentes. A realidade não é o olfato. Por que assim, ela não existiria se alguém tivesse com o nariz entupido! A realidade não é a audição. Porque assim, onde ela estaria num mundo de surdos. A realidade é inominável, não é nada criado pela mente humana. Ensinaram-nos que a grande estrela de fogo chama-se sol. Esse mesmo sol poderia ter sido batizado com o nome de lua, de terra... Mas isso não mudaria o que ele é. Quanto ao sol, a realidade é que precisamos dele; só vivemos neste mundo gélido por causa do seu calor. E isso independe de gostamos dele ou não; de vermos ele ou não. Porque a realidade não precisa de nós para existir, mas existimos por causa dela.

Espero ter solucionado a questão! Obrigado por sua participação.

Um abraço do amigo,

Edson Carmo

Nâna Pessoa disse...

Sim meu amigo, se fez ainda mais claro. Eu já tinha essas idéias e conceitos, mas ainda difíceis de serem transpostos em palavras!

obrigada amigo,
abraços,
Nâna

Edson Carmo disse...

Amiga Nâna,

Concordo com você!

Abraços,

Edson Carmo