Para você sentir por algo ou alguém, seu EU tem que estar neles. Observe! Você sente por seu filho, sua filha; por seu pai, ou sua mãe; seu irmão, sua irmã; seu carro, sua casa, suas roupas... Ninguém sente de fato por aquilo que se pode chamar de teu, tua.
E por que você sente? Ora, a resposta já foi dada na primeira linha! É porque seu EU está contido ali, ele está presente.
Todas as palavras podem ser ditas em referencia as outras pessoas, mas há uma palavra que você só pode dizer em referencia a você mesmo(a) – e essa palavra é: EU. Observe! Só a própria pessoa pode se chamar “EU”. Tudo que está fora de você pode ser chamado pelo mesmo nome por todas as pessoas. Ex.: o nome Edson pode ser chamado por todos de Edson; o Paulo pode ser chamado por todos de Paulo. Mas a palavra EU, só pode ser dita por mim em referencia a mim mesmo; e você só pode pronunciar ela em referencia a você mesmo.
Assim, quando digo mEU filho. Estou falando de mim mesmo; estou dizendo que estou contido nele... E se estou lá, então eu o amo de verdade – como eu poderia odiá-lo?
Se você diz às pessoas, de verdade, meu irmão, meu amigo, meu amor... Então você está falando de si mesmo e há uma profunda intimidade nisso; há um forte sentimento. Se for apenas um modo de tratamento, então em verdade não há nenhum sentimento.
A Lei Divina é: “ama o próximo como a ti mesmo, e Deus sobre todas as coisas”.
Amamos aquilo onde estamos contidos.