
A palavra “Eu”, geralmente é usada como uma aporia, uma dificuldade lógica, porque a maioria das pessoas usa essa palavra, sem saber nem mesmo o seu sinônimo.
Quando perguntamos a uma pessoa, o que ela quer dizer quando utiliza a palavra “Eu”, geralmente ela aponta seu corpo, ou seu nome, ou sua função na sociedade, ou um conhecimento, uma crença que ela tem de si... – e a palavra “Eu”, tem como sinônimo, tão somente as palavras: bem e bom.
É assim que num ato de aporia, o ladrão diz ao seu comparsa: “Eu quero roubar aquela loja, e você vai me ajudar!”
Agora pense comigo, quem está falando? Será o bem? Será o bom? Será o “Eu”? Será que as pessoas quando tomam a palavra “Eu”, sabem do que estão falando?
Nitidamente as pessoas não sabem o que estão falando, daí o esforço dos mestres para que as pessoas conheçam a si mesmas. E conhecer a si mesmo, significa DESCONHECER o que se aprende como ego e o que se tornou como ego. Conhecer a si mesmo é: DESCOBRIR o bem, o bom e o belo que a gente É.
Então, que todos digam: “Eu sou bem, bom e belo.” Não digamos mais: “Eu sou ladrão, fofoqueiro, pobre, ruim, infeliz, feio...”, essas coisas são entidades, identidades impostoras, condicionamentos, enfermidades causadas pelo meio... Nós não somos isso.
Conhece a ti mesmo e negue isso que você tem chamado de “Eu”.
Edson Carmo