quarta-feira, 23 de março de 2011

AS AÇÕES SÃO AS CÓPIAS, AS PESSOAS AS COPIADORAS, E AS IDÉIAS SÃO OS ORIGINAIS


Existem as idéias e os instrumentos das idéias. Desde os artistas, até os governantes – sejam eles quais forem – todos são instrumentos para disseminação de idéias. Assim, se há o homem mau, não é ele quem é mau, mas a idéia que se manifesta através dele. O problema não é o instrumento, mas a idéia que o usa. Veja! A idéia chamada nazismo, não criou apenas Hitler, ela também criou muitos outros racistas e matadores. A idéia chamada filosofia, não criou apenas Sócrates, mas um número incontável de filósofos. De uma idéia, de um original se pode fazer muitas cópias.

Existem dois mundos, o mundo das idéias e o mundo da materialização. A idéia é o original, a materialização a cópia. Idéia é o verdadeiro, a materialização o reflexo. Lembre-se: idéia é tudo aquilo que está por trás da materialização. Assim, podemos dizer que a idéia é o que há de verdadeiro, a materialização é apenas sua sombra. Como poderia haver a sombra se não houvesse o corpo?

Neste mundo não temos contato com o real, por isso esse mundo é chamado de mundo de ilusão. O que vemos não é o real, mas apenas uma cópia, uma foto...

Se quisermos combater algo neste mundo, não devemos lutar contra o instrumento, mas contra as idéias que os usam. Não acabaremos com as casas de aranha se antes não acabarmos com a aranha. Pessoas podem ser mortas com armas de fogo, mas as idéias não. Não é com violência que se acaba com uma idéia, mas com uma idéia superior.

Edson Carmo

2 comentários:

Ulisses disse...

O mundo das ideias e o mundo da materialização. O mundo do espelho, e o mundo fora dele, do lado de cá. O mundo também daquilo que a gente enxerga dentro e fora do espelho. "Eu é um outro." Podemos ser vários, mais de um. E ser apenas um de si mesmo. Percebi nas tuas coisas sempre uma ideia do duo, e, talvez, de terceiros achados que complementam os dois primeiros. Achamo-nos. E isso é o que está certo.

Edson Carmo disse...

Querido amigo Ulisses Borges,

Cheio de encantos o seu comentário. Grato por fazê-lo aqui!

“Eu é um outro” porque o que vê nunca é o que é visto. O que é visto é um mero objeto, só o que vê é o sujeito.

Aceite um abraço do amigo,

Edson Carmo